Auditoria

Auditoria de SEO técnico: o checklist que a gente rodou no próprio site

Redirects, robots.txt, sitemap, canonical, H1, dados estruturados, robôs de IA e velocidade, com o comando de cada checagem e o que apareceu no varrida.com.

Equipe VarridaAtualizado em 9 min de leitura
Lupa dourada com cabo azul-noite, inclinada e brilhando
Neste artigo
  1. O que é uma auditoria de SEO técnico
  2. Como a gente fez
  3. 1. Domínio e redirects
  4. 2. robots.txt
  5. 3. Sitemap
  6. 4. Códigos de status e página 404
  7. 5. Canonical e noindex
  8. 6. Título, descrição e H1
  9. 7. Dados estruturados
  10. 8. Links internos e páginas órfãs
  11. 9. Robôs de IA
  12. 10. Velocidade
  13. 11. O que só dá pra ver no Search Console
  14. Resultado
  15. O checklist pra rodar no seu site
  16. Perguntas frequentes

Resposta curta

Uma auditoria de SEO técnico confere se o Google consegue chegar, ler e indexar as páginas certas. Na ordem: domínio e redirects, robots.txt, sitemap, códigos de status, canonical e noindex, título e H1, dados estruturados, links internos, acesso dos robôs de IA e velocidade. Pra mostrar como fica na prática, a gente rodou o checklist inteiro no próprio varrida.com em 10/10/2026: a base técnica passou, e apareceram alguns pontos pra melhorar, todos descritos abaixo (um deles já corrigido no mesmo dia).

O que é uma auditoria de SEO técnico

SEO tem três frentes: técnica, conteúdo e autoridade (links de outros sites). A auditoria técnica cuida só da primeira: se o site entrega pro robô o que entrega pra pessoa, sem bloqueio, sem erro e sem ambiguidade sobre qual endereço é o oficial. Ela não diz se o seu texto é bom nem se você vai ficar em primeiro. Diz se alguma coisa está impedindo o site de competir.

Vale fazer em quatro momentos: antes de lançar, depois de uma migração ou troca de plataforma, quando o tráfego cai sem explicação e, idealmente, a cada deploy, porque é no deploy que a maioria dos problemas entra.

Como a gente fez

Só com o que qualquer pessoa vê de fora: curl no terminal, o navegador e o Lighthouse (a mesma base do PageSpeed Insights). Lemos as 22 páginas do sitemap, uma por uma. Nenhum dado privado entrou aqui.

O que uma auditoria de fora não enxerga: o relatório de indexação do Search Console, os dados reais de velocidade dos visitantes, os backlinks e o analytics. Isso fica pro fim do artigo.

1. Domínio e redirects

O que olhar: todas as versões do endereço (http, https, com e sem www) devem levar, com um único redirect 301, pra mesma versão oficial.

curl -s -o /dev/null -w "%{http_code} %{redirect_url}\n" http://www.seusite.com.br/

No varrida.com: http://varrida.com, http://www.varrida.com e https://www.varrida.com respondem 301 direto pra https://varrida.com/. Passou.

Achado: os endereços com barra no fim (/blog/) e o /index.html redirecionam com 307, que é temporário. É o padrão da hospedagem de arquivos estáticos que a gente usa. O impacto é pequeno, porque nenhum link interno aponta pra essas versões e o canonical de cada página está certo, mas o ideal é 301. A diferença entre os dois está em redirect 301 ou 302.

2. robots.txt

O que olhar: se o arquivo responde 200, não tem Disallow: / pro Google e aponta o sitemap.

No varrida.com:

User-agent: *
Allow: /
Disallow: /api/

Sitemap: https://varrida.com/sitemap.xml

Libera o site inteiro, fecha só a API (que não tem nada pra indexar) e aponta o sitemap. Passou. Os erros comuns nesse arquivo estão em robots.txt bloqueando o Google.

3. Sitemap

O que olhar: se todas as URLs do sitemap respondem 200, são canônicas, não têm noindex e se o <lastmod> é verdadeiro.

No varrida.com: 22 URLs, todas 200, todas com canonical pra elas mesmas, nenhuma com noindex. As páginas da conta, de login e de descadastro ficam fora, como deveriam.

Achado, já corrigido: as páginas fora do blog tinham o <lastmod> parado em 07/10, mesmo depois de mudar. Data que não acompanha a página ensina o Google a ignorar o campo. A gente corrigiu no mesmo dia, com a data real de cada página. O checklist completo do arquivo está em sitemap XML.

4. Códigos de status e página 404

O que olhar: página que existe responde 200; página que não existe responde 404, e não 200 com uma mensagem de erro.

curl -s -o /dev/null -w "%{http_code}\n" https://seusite.com.br/pagina-que-nao-existe-123

No varrida.com: as 22 páginas respondem 200 e o endereço inventado responde 404. Passou. Quando o servidor responde 200 pra tudo, o problema se chama soft 404.

5. Canonical e noindex

O que olhar: cada página com rel="canonical" apontando pra ela mesma, no domínio certo; nenhuma página importante com noindex, nem no HTML nem no cabeçalho X-Robots-Tag.

No varrida.com: as 22 páginas têm canonical pra própria URL, em https://varrida.com. Nenhuma tem noindex nem X-Robots-Tag. As páginas da área logada têm noindex de propósito. Passou. Os dois erros clássicos estão em canonical errado e noindex sem querer.

6. Título, descrição e H1

O que olhar: um <title> único e descritivo por página, uma meta description única, um <h1> por página e o atributo lang certo.

No varrida.com: nenhum título nem descrição repetidos entre as 22 páginas, títulos entre 23 e 62 caracteres, todas com lang="pt-BR" e 21 de 22 com exatamente um H1.

Achados:

  • A página /auditoria não tem nenhum <h1>. O título da aba está certo, mas o título visível não é marcado como H1.
  • A descrição de /precos tem 225 caracteres. O Google corta o trecho conforme a largura da tela, e uma descrição desse tamanho quase sempre aparece pela metade.

7. Dados estruturados

O que olhar: JSON-LD válido, com tipos que correspondem ao que a página mostra. Teste no Teste de pesquisa aprimorada do Google ou no validador do Schema.org.

No varrida.com: o JSON-LD das 22 páginas é válido. Todas têm Organization e WebSite com o mesmo identificador; os artigos têm BlogPosting, BreadcrumbList e FAQPage; as ferramentas têm WebPage e BreadcrumbList; preços e home têm WebApplication com as ofertas. Passou.

Uma observação que vale pra qualquer site: desde 2023 o Google só mostra o resultado com perguntas expandidas (FAQ) pra sites governamentais e de saúde conhecidos. O FAQPage continua válido e ajuda a deixar a página sem ambiguidade, mas não espere ver as perguntas no resultado.

O que olhar: se nenhum link interno dá erro e se toda página importante recebe link de alguma outra. Página sem nenhum link apontando pra ela (órfã) depende só do sitemap pra ser achada.

No varrida.com: 35 destinos de link interno, todos 200. Nenhuma página órfã: as ferramentas recebem link de 20 páginas, e cada artigo, de 2 a 7.

Oportunidade: a home e as páginas de ferramenta não linkam nenhum artigo diretamente, só a página /blog. Um link da ferramenta de robots.txt pro artigo de robots.txt, por exemplo, ajuda o Google a entender a relação entre os dois e passa mais força pro artigo.

9. Robôs de IA

O que olhar: se os robôs de busca do ChatGPT, do Claude e do Perplexity conseguem baixar as páginas (robots.txt e firewall), e se o conteúdo está no HTML, porque a maioria deles não roda JavaScript.

No varrida.com: pedindo a home com o user agent do Googlebot, do OAI-SearchBot, do Claude-SearchBot, do PerplexityBot e do GPTBot, todos recebem 200. As páginas são geradas no build, então o texto inteiro já vem no HTML. Passou. O passo a passo está em como aparecer no ChatGPT.

10. Velocidade

O que olhar: as Core Web Vitals. O Google considera bom um LCP (tempo até o maior elemento aparecer) de até 2,5 segundos, um INP (resposta a cliques) de até 200 ms e um CLS (quanto a página pula) de até 0,1. Meça no PageSpeed Insights.

No varrida.com (Lighthouse, teste de laboratório na home):

CelularComputador
Desempenho87100
SEO100100
Acessibilidade9289
Boas práticas100100
LCP2,6 s0,5 s
Bloqueio total (TBT)340 ms0 ms
CLS00

Achados: no celular, o LCP ficou um décimo acima dos 2,5 s, e cerca de 91 KiB de JavaScript carregado na home não é usado logo de cara, a maior parte de scripts de medição. Na acessibilidade, o Lighthouse aponta contraste baixo em alguns textos pequenos e títulos fora de ordem (um <h4> sem <h3> antes).

Teste de laboratório simula um aparelho e uma rede; o que o Google usa no ranking são os dados reais de quem visita. Um domínio novo ainda não tem visitas suficientes pra esses dados aparecerem no PageSpeed Insights.

11. O que só dá pra ver no Search Console

Tudo acima responde se o Google pode indexar. Se ele indexou, só o Search Console diz, no relatório Indexação › Páginas e na Inspeção de URL. No caso do varrida.com, um domínio com poucos dias de vida, a busca site:varrida.com ainda não traz nenhuma página. Com a parte técnica liberada, isso é questão de tempo e de pedir: cadastrar o domínio, enviar o sitemap e solicitar a indexação das páginas principais, como explicado em como colocar o site no Google.

Resultado

ItemResultadoO que fazer
Domínio e redirectsPassou, com ressalvaTrocar os 307 da barra no fim por 301
robots.txtPassouNada
SitemapPassouLastmod já corrigido
Status e 404PassouNada
Canonical e noindexPassouNada
Título, descrição e H12 achadosH1 em /auditoria, descrição menor em /precos
Dados estruturadosPassouNada
Links internosPassouLinkar artigos a partir das ferramentas
Robôs de IAPassouNada
VelocidadeBom no computador, quase no celularAdiar scripts de medição; ajustar contraste
IndexaçãoDomínio novoSearch Console

O checklist pra rodar no seu site

  1. Todas as versões do domínio chegam na oficial com um único 301.
  2. O robots.txt responde 200, não bloqueia o Google e aponta o sitemap.
  3. Todas as URLs do sitemap respondem 200, são canônicas e indexáveis.
  4. Um endereço inventado responde 404.
  5. Cada página tem canonical pra ela mesma e nenhuma importante tem noindex.
  6. Títulos e descrições únicos, um H1 por página, lang certo.
  7. JSON-LD válido e coerente com a página.
  8. Nenhum link interno quebrado e nenhuma página importante órfã.
  9. Os robôs de busca de IA recebem 200 e o conteúdo está no HTML.
  10. LCP até 2,5 s, INP até 200 ms e CLS até 0,1.
  11. O domínio está no Search Console, com o sitemap enviado.

Fazer isso à mão leva uma tarde. A varredura grátis da Varrida roda a parte técnica desse checklist em menos de um minuto, dá uma nota de 0 a 100 e mostra a correção de cada problema pra sua plataforma.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva uma auditoria de SEO técnico?

Feita à mão, num site pequeno, uma tarde. Em sites grandes, dias, porque cada tipo de página precisa ser conferido. Ferramentas automáticas fazem a parte de rastreamento em minutos; o trabalho humano fica na interpretação e nas correções.

Preciso do Search Console pra fazer uma auditoria?

Não pra parte técnica: robots.txt, sitemap, redirects, canonical e noindex dá pra conferir de fora. Mas só o Search Console mostra o que o Google de fato indexou e por quê, então ele completa a auditoria.

Com que frequência devo auditar o site?

Uma auditoria completa antes de lançar, depois de migrações e quando o tráfego cai. Fora isso, o ideal é checar a cada deploy, porque é no deploy que a maioria dos problemas técnicos entra.

Nota 100 no Lighthouse garante posição no Google?

Não. O Lighthouse mede velocidade e boas práticas num teste de laboratório. Ele ajuda a achar problemas, mas o ranking depende de conteúdo, relevância e links, e a velocidade que conta pro Google é a medida com visitantes reais.

Fontes

Publicado em 10 de outubro de 2026. Viu algo desatualizado? Escreve pra contato@varrida.com.

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