Rastreamento

Sitemap XML: como criar, enviar e corrigir os erros do Search Console

O formato certo, o que entra e o que fica de fora, os limites, onde cada plataforma guarda o arquivo e o que significa cada erro do relatório.

Equipe VarridaAtualizado em 6 min de leitura
Mapa de papel com uma trilha pontilhada e um buraco queimado num canto
Neste artigo
  1. Pra que serve um sitemap
  2. Como é um sitemap correto
  3. O que entra e o que não entra
  4. Sites grandes: o índice de sitemaps
  5. Como enviar pro Google
  6. Os erros do relatório de sitemaps
  7. Onde fica o sitemap em cada plataforma
  8. Checklist
  9. Perguntas frequentes

Resposta curta

O sitemap.xml é a lista de páginas que você quer no Google. Ele precisa responder 200, em XML válido, com endereços completos que também respondem 200 e são canônicos. O limite é de 50 mil URLs ou 50 MB por arquivo; acima disso, use um índice de sitemaps. Envie em Indexação › Sitemaps no Search Console e aponte no robots.txt. O Google ignora <priority> e <changefreq>, e só usa o <lastmod> se ele for confiável.

Pra que serve um sitemap

O sitemap ajuda o Google a descobrir páginas. Ele não obriga nada: uma URL no sitemap não tem indexação garantida, e uma página fora dele ainda pode ser indexada se tiver links. Ainda assim, faz diferença em três casos:

  • Site novo, com poucos links de outros sites apontando pra ele.
  • Site grande, em que algumas páginas ficam a muitos cliques da home.
  • Conteúdo que muda muito, como lojas e blogs, em que o <lastmod> ajuda o Google a achar o que é novo.

Pra um site de cinco páginas bem ligadas entre si, o sitemap ajuda pouco. Mas também não custa nada, e a maioria das plataformas gera sozinha.

Como é um sitemap correto

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<urlset xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">
  <url>
    <loc>https://seusite.com.br/</loc>
    <lastmod>2026-10-10</lastmod>
  </url>
  <url>
    <loc>https://seusite.com.br/produtos/camiseta-azul</loc>
    <lastmod>2026-09-28</lastmod>
  </url>
</urlset>
  • Endereço completo em cada <loc>, com https:// e o domínio. /produtos/camiseta sozinho é inválido.
  • A mesma versão do site que é canônica: se o site é https sem www, nenhuma URL com www ou http.
  • Codificação UTF-8 e caracteres especiais escapados. Um & no endereço vira &amp;, senão o XML quebra.
  • <lastmod> verdadeiro. A data da última mudança relevante do conteúdo, não a data do build. Se todas as páginas mostram a data de hoje, o Google aprende que o campo não vale nada e passa a ignorar.
  • Sem <priority> e <changefreq>, ou com eles, tanto faz: o Google diz que ignora os dois.

O que entra e o que não entra

A regra é simples: só URLs que você quer ver no resultado de busca.

EntraNão entra
Páginas que respondem 200URLs que dão 404, 410 ou erro 5xx
A URL finalURLs que redirecionam (301, 302)
Páginas com canonical pra elas mesmasPáginas com canonical apontando pra outra
Páginas indexáveisPáginas com noindex ou bloqueadas no robots.txt
Conteúdo próprioBusca interna, carrinho, filtros e parâmetros de rastreio

Cada URL errada no sitemap é um pedido pro Google gastar rastreamento à toa. Muitas delas fazem o relatório de indexação encher de "Página com redirecionamento" e "Não encontrado (404)", e escondem os problemas que importam.

Sites grandes: o índice de sitemaps

Cada arquivo aceita até 50.000 URLs ou 50 MB sem compressão, o que vier primeiro. Passou disso, divida em vários arquivos e crie um índice que aponta pra eles:

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<sitemapindex xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">
  <sitemap><loc>https://seusite.com.br/sitemap-produtos-1.xml</loc></sitemap>
  <sitemap><loc>https://seusite.com.br/sitemap-blog.xml</loc></sitemap>
</sitemapindex>

Basta enviar o índice no Search Console. Dividir por tipo de página (produtos, categorias, blog) tem uma vantagem extra: o relatório mostra quantas páginas de cada sitemap foram indexadas, e fica fácil ver qual parte do site está travada. Os arquivos podem ser compactados em gzip (.xml.gz).

Como enviar pro Google

  1. No Search Console, abra Indexação › Sitemaps, cole o endereço (por exemplo sitemap.xml) e clique em Enviar.
  2. No robots.txt, adicione uma linha com o endereço completo. É assim que o Bing e outros buscadores encontram o arquivo sem você cadastrar nada.
Sitemap: https://seusite.com.br/sitemap.xml

O antigo "ping" (abrir google.com/ping?sitemap=... pra avisar de mudanças) foi aposentado pelo Google em 2023 e não funciona mais. Pra avisar de mudanças, mantenha o <lastmod> correto. Pro Bing e outros buscadores, existe o protocolo IndexNow.

Os erros do relatório de sitemaps

No relatório, cada sitemap enviado tem um status: Processado, Não foi possível buscar ou O sitemap apresentou X erros. Clicando nele, a página de detalhes explica.

Não foi possível buscar

O Google não conseguiu baixar o arquivo. Antes de qualquer coisa, abra o endereço no navegador e rode:

curl -sI https://seusite.com.br/sitemap.xml

As causas mais comuns:

  • O endereço não existe e responde 404. Confira o nome exato que a sua plataforma usa: sitemap.xml, sitemap_index.xml ou wp-sitemap.xml.
  • O robots.txt bloqueia o caminho do sitemap.
  • Firewall ou proteção anti-bot desafiando o Googlebot. O navegador abre, o robô não.
  • O endereço redireciona, por exemplo de http pra https ou de www pra sem www. Envie a URL final.
  • Sitemap recém-enviado. É comum o status aparecer logo depois do envio e sumir sozinho quando o Google processa o arquivo. Se o curl mostra 200 e XML, espere alguns dias antes de mexer.

Não foi possível ler o sitemap e outros erros de leitura

  • Resposta em HTML. Em sites de página única (SPA), um sitemap que não existe de verdade devolve o index.html com status 200. O Google recebe uma página, não um XML.
  • XML inválido. Um & sem escape, uma tag sem fechar, espaço ou texto antes do <?xml. Abrir o arquivo no navegador costuma apontar a linha com problema.
  • URL inválida ou fora do lugar. Endereços relativos, de outro domínio que não está verificado, ou de outra versão do site (http, www).
  • Arquivo grande demais, acima de 50 mil URLs ou 50 MB.
  • Data em formato errado. O <lastmod> segue o padrão W3C: 2026-10-10 ou 2026-10-10T14:30:00-03:00. Uma data como 10/10/2026 dá erro.

Onde fica o sitemap em cada plataforma

PlataformaEndereçoObservação
WordPress (nativo)/wp-sitemap.xmlDesde a versão 5.5
WordPress com Yoast ou Rank Math/sitemap_index.xmlO plugin desliga o nativo
Shopify/sitemap.xmlAutomático, não editável
Wix/sitemap.xmlAutomático
Next.js (App Router)/sitemap.xmlGerado por app/sitemap.ts
Astro/sitemap-index.xmlCom a integração @astrojs/sitemap

No Next.js, o arquivo sai do código, o que evita esquecer páginas novas:

// app/sitemap.ts
import type { MetadataRoute } from "next";

export default async function sitemap(): Promise<MetadataRoute.Sitemap> {
  const produtos = await listarProdutos();
  return [
    { url: "https://seusite.com.br/", lastModified: new Date("2026-10-10") },
    ...produtos.map((p) => ({ url: `https://seusite.com.br/produtos/${p.slug}`, lastModified: p.atualizadoEm })),
  ];
}

Checklist

  1. O sitemap responde 200 e é XML, não HTML.
  2. Todas as URLs são completas, na versão canônica do site.
  3. Nenhuma URL do sitemap redireciona, dá erro ou tem noindex.
  4. O <lastmod> muda só quando o conteúdo muda.
  5. O sitemap foi enviado no Search Console e está como Processado.
  6. O robots.txt tem a linha Sitemap: com o endereço completo.

O item 3 é o que mais quebra sem ninguém perceber, porque o sitemap continua "Processado" mesmo cheio de URLs ruins. A varredura grátis da Varrida abre o sitemap, testa uma amostra das URLs e avisa quais respondem erro ou redirecionam.

Perguntas frequentes

Todo site precisa de sitemap?

Não é obrigatório. Ajuda mais em sites novos, grandes ou que mudam muito. Num site pequeno e bem ligado, o Google acha as páginas pelos links, mas ter um sitemap correto não atrapalha.

Colocar a página no sitemap garante que ela vai ser indexada?

Não. O sitemap ajuda o Google a descobrir a página. A decisão de indexar depende de a página ser rastreável, canônica e ter conteúdo que valha a pena.

O Google usa priority e changefreq?

Não. O Google diz que ignora os dois. Ele usa o lastmod, mas só se as datas forem consistentes com as mudanças reais nas páginas.

Preciso reenviar o sitemap toda vez que publico uma página?

Não. O Google volta a ler o sitemap sozinho. Mantenha o lastmod correto e, se quiser acelerar uma página específica, peça indexação na Inspeção de URL.

O ping de sitemap ainda funciona?

Não. O Google aposentou o endereço de ping em 2023. Pra avisar de mudanças, use o lastmod; pro Bing e outros buscadores, existe o IndexNow.

Fontes

Publicado em 10 de outubro de 2026. Viu algo desatualizado? Escreve pra contato@varrida.com.

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